Portal de Conferências, XIX ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (XIX ENANCIB)

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HISTÓRIA ORAL: ENTRE MÉTODO DE REGISTRO E MEDIAÇÃO NA EXPOSIÇÃO DOMÉSTICA, DA ESCRAVIDÃO À EXTINÇÃO DO MUSEU DOS QUILOMBOS E FAVELAS URBANOS
Samanta Coan, Rubens Alves da Silva

Última alteração: 2018-10-21

Resumo


O Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos tem a premissa de debater a história e as representações, identidades e culturas no Aglomerado Santa Lúcia, localizado em Belo Horizonte. Este artigo vai analisar a exposição Doméstica, da escravidão à extinção, por meio do storytelling, pelo viés do design e pelo método da história oral. A Mostra foi inaugurada no dia 27 de abril de 2013, ano que foi aprovada a conhecida PEC das Domésticas. Será evidenciada a importância da oralidade para a materialização do quartinho de empregada criado pelo Museu e pelas mulheres do Morro do Papagaio. Dessa forma, aborda-se a pesquisa qualitativa por meio de entrevista semi-estruturada com o diretor e curador do Museu, padre Mauro da Silva, a fim de identificar as etapas de execução e evidenciar o uso da ferramenta para captação de memórias vivas até a finalização da Doméstica. O resultado do projeto expográfico permite conhecer diferentes pontos de vista de trabalhadoras e de seus filhos e netos por meio dos relatos registrados nas paredes do quarto. Conclui-se que o uso do storytelling para o desenvolvimento e mediação de exposições como a do Muquifu é essencial para manter o processo vivo a que um museu comunitário se propõe no território que ocupa.

Palavras-chave


memória viva; mediação; museu comunitário; Storytelling.

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