Portal de Conferências, XIX ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (XIX ENANCIB)

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REPRESENTAÇÃO, MEMÓRIA E ESQUECIMENTO: analise da filmografia relacionada a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS)
Francisco Arrais Nascimento, Denise Cristina Belam Fioravanti, Maria Leandra Bizello, Daniel Martinez-Avila

Última alteração: 2018-10-24

Resumo


Objetivou-se compreender como a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi representada no cinema no período de 1985-2018. Ancorando-se sob cartografia de documentos, identificando-se 60 produções que apresentam em seu enredo personagens HIV positivos ou tem a temática HIV/AIDS em seus mais diversos aspectos. Ao imergir no discurso das patologias e da patologização imerge-se em um cenário balizado por todo um construto social multifacetado, dissidente e fronteiriço que atua não somente como forma de legitimação dos discursos dominantes, uma vez que a patologização fora utilizado em diversos momentos como forma de exclusão e deslegitimização do discurso dos sujeitos sub sua égide. Ressalta-se que, o viés da medico-cientifico atua enquanto um agente naturalizador da desigualdade em uma divisão binária socialmente construída com o intuito de ocultar mecanismos que operam em prol da manutenção do poder, apagando toda forma de contestação e consequentemente de mudança social. Com isso, camadas memoriais insurgem em cenários específicos onde as representações de sujeitos abjetos são influenciadas por contextos sociais, políticos, econômicos e culturais para além das lutas nas quais os grupos marginalizados auferem espaço, fazendo insurgir memorias subterrâneas.


Palavras-chave


AIDS; Cinema; Representação; Memória; Esquecimento.

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